O filme que vimos ontem suscita um vasto conjunto de problemas, designadamente sobre a estrutura e a mentalidade do poder, a necessidade de cumprir ordens, ainda que de forma cega e totalmente e irracional e sobre a necessidade e a legitimidade da revolta.
Gostaria de deixar aqui uma questão exactamente sobre este tema: quando os dois prisioneiros em situação de desespero resolvem atacar o guarda, agem legitimamente devido às inúmeras infâmias a que foram sujeitos, ou são imprudentes porque vão, objectivamente, prejudicar a sua própria causa?
Quem não viu o filme também pode comentar. Neste caso, a uma questão mais geral: é legítimo revoltarmo-nos face a situações de indignidade, mesmo que as consequências da nossa revolta, acabem por nos prejudicar?
Jorge
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